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Bolsonaro muda discurso em relação a Milton Ribeiro após prisão do ex-ministro

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Bolsonaro muda discurso em relação a Milton Ribeiro após prisão do ex-ministro

Em 24 de março, no auge das denúncias, o presidente disse que colocaria ‘a cara no fogo’ pelo então ministro da Educação.

Nesta quarta, Bolsonaro defendeu que Milton Ribeiro responda pelos atos dele.

Bolsonaro muda discurso em relação a Milton Ribeiro após prisão do ex-ministro Depois da prisão, o presidente Jair Bolsonaro mudou o discurso em relação ao ex-ministro Milton Ribeiro.

Em 24 de março, no auge das denúncias e quatro dias antes de Milton Ribeiro se ver obrigado a deixar o cargo, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa dele em uma transmissão em redes sociais: “Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton.

Minha cara toda no fogo pelo Milton.

Estão fazendo uma covardia com ele.

” Nesta quarta-feira (22), depois de saber da prisão, o presidente mudou o discurso.

Em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, Bolsonaro defendeu que Milton Ribeiro responda pelos atos dele.

Bolsonaro afirmou que cada ministério tem um sistema de compliance, conjunto de regras éticas usado para prevenir e reduzir desvios de conduta.

O presidente voltou a dizer que em seu governo não há corrupção e que a prisão do ex-ministro é prova de que a Polícia Federal está fazendo seu trabalho.

“O caso do Milton, pelo o que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estava de - estaria, né? - com uma conversa meio informal demais com algumas pessoas de confiança dele.

E daí houve denúncia que ele teria buscado prefeito, gente dele, para negociar, para liberar recursos, isso e aquilo.

Bem, o que acontece? Nós afastamos ele.

Se tem prisão, é Polícia Federal.

É sinal de que a Polícia Federal está agindo.

Ele responda pelos atos dele.

Peço a Deus que não tenha problema nenhum, mas, se tem algum problema, a PF está agindo, está investigando.

É um sinal que eu não interfiro na PF, porque isso aí vai respingar em mim, obviamente.

” Na mesma entrevista, o presidente disse que era impossível ele saber o que acontece em todos os ministérios: “É o que eu disse para você.

Eu tenho 23 ministros, tenho mais uma centena de secretários, mais de 20 mil cargos em comissão.

Se alguém faz algo de errado, pô, vai botar a culpa em mim? 20 mil pessoas.

Logicamente, a minha responsabilidade é afastar e colaborar na investigação”, disse.

Mas em julho do ano passado, ao discursar em Porto Alegre sobre a atuação de seu governo na pandemia, Bolsonaro relembrou escândalos de governos passados e disse que não havia corrupção no seu governo porque ele tinha chamado para si a responsabilidade sobre tudo que acontece nos ministérios.

“Eu sou o responsável por tudo que acontece ou deixa de acontecer nos meus ministérios.

Eles querem de toda maneira nos rotular de corruptos", afirmou.

Victor Godoy, sucessor de Milton no MEC, disse de manhã que o ministério está colaborando com as investigações.

Godoy era secretário-executivo de Milton Ribeiro, o número dois da pasta.

Participou de pelo menos cinco reuniões do então ministro com os pastores.

Nesta quarta, afirmou que não sabia das irregularidades.

“Nunca tive conhecimento ou qualquer tipo de postura do ex-ministro na minha frente, que pudesse me levar a qualquer tipo de desconfiança.

Naturalmente, os órgãos de investigação têm mecanismos de investigação mais robustos e a gente espera que, se alguém for culpado, se for comprovado de fato a culpa de quem quer que seja, que seja responsabilizado”, disse Godoy.

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP, disse em rede social que "muitos que foram presos hoje estão inocentados após a conclusão das investigações" e que espera "que seja esse o caso do reverendo Milton Ribeiro".

A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro reacendeu o movimento em defesa de uma CPI para apurar o escândalo do MEC.

Parlamentares da oposição vêm colhendo assinaturas desde março, quando começaram as denúncias.

Políticos consideram que para a Justiça chegar à ordem de prisão é porque a investigação chegou a fatos muito graves.

No Senado, o presidente da Comissão de Educação, Marcelo Castro, cobrou providências.

“Lamentando a prisão deles.

Isso é uma coisa que envergonha todos nós, à sociedade brasileira, mas evidente que providências precisam ser tomadas”, disse.

A bancada do PT na Câmara entrou com um pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal.

“Uma notícia-crime, pedindo para investigar quem mandou o ex-ministro Milton Ribeiro transformar o MEC e o FNDE em um balcão de negócios.

O ministro falou várias vezes: ‘Eu recebi os pastores a mando do presidente da República’.

Por isso, o Supremo Tribunal Federal deve autorizar esta Casa a investigar imediatamente o presidente da República”, disse o líder do partido, Reginaldo Lopes (MG).

Em nota, o presidente da Frente Parlamentar da Educação, deputado Israel Batista, do PSB, afirmou que a prisão do ex-ministro é resultado de denúncias feitas pela Frente e que “é de suma importância que seja investigado e que os responsáveis sejam punidos”.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também falou sobre as prisões: "Esse episódio precisa ser suficientemente esclarecido, porque ele tem contornos de grande gravidade.

Obviamente que isso tem, além do impacto jurídico, também um grande impacto político.

E o governo, naturalmente, deve dar as suas explicações, sobretudo o atual Ministério da Educação, em relação àquilo que possa ter acontecido nesse ministério.

" Na entrevista à rádio, o presidente Jair Bolsonaro mudou também a versão oficial para a saída de Milton Ribeiro do cargo de ministro.

Bolsonaro disse: "Nós afastamos ele".

Mas em março, o governo tinha anunciado que Ribeiro pediu demissão.

A Justiça chegou a determinar a transferência de Milton Ribeiro para Brasília, mas ele vai continuar em São Paulo por uma questão de logística.

O pastor Arilton Moura está preso no Pará.

A defesa disse que só vai se pronunciar nos autos do processo, e o Jornal Nacional não teve resposta da defesa de Gilmar Santos.

A audiência de custódia dos três vai ser nesta quinta-feira (23).


Publicada por: RBSYS

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